O estilo "badass" do Corvette Stingray

Apresentado no Chicago Auto Show como concept em 2009, o Corvette Stingray foi ainda lançado pela Chevrolet no 50º aniversário da marca.

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A galeria de ... "leox912"

leox912 é Leonardo Dentico, um ilustrador e designer gráfico de Itália. Com 18 anos, já é membro da Colectiva SlashTHREE e com certeza já possui um bom futuro tal é a qualidade dos seus trabalhos.

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Eminem feat Rihanna - Love The Way You Lie

Não perca o novo vídeo do músico Eminem, o cantor americano lançou um novo videoclip da música, Eminem: Love The Way You Lie, a música conta com a participação de Rihanna.

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O génio de Jonathan M. Foerster

Jonathan Foerster é mais um membro da comitiva Depthcore a ser apresentado no Sobredotado. Desta feita, trago-vos mais um génio da comitiva, a par de outros artistas já por aqui apresentados (Zach Bush, Mike Harrison, Justin Maller (Creative Director), E

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Fotografia de Steven Lippman

Steven Lippman é um fotógrafo mundialmente famoso, muito provavelmente já viu um ou vários trabalhos fotográficos de sua autoria, nasceu a 8 de Fevereiro de 1964 em Los Angeles.

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Violência no Rio de Janeiro por João Pina

João de Carvalho Pina é um fotografo português, nascido em Lisboa em 1980, que se envolveu no mundo da fotografia com a idade de 18 anos.

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ENTREVISTA - Mr. Dheo
Written by Daniel Oliveira    Tuesday, 05 January 2010 22:29    PDF Print E-mail

Antes de mais, em nome de toda a equipa do Sobredotado, deixamos o maior dos agradecimentos a Mr. Dheo, por nos

facultar esta entrevista a um dos melhores writers portugueses.

 

Não precisa de apresentações no mundo graffiti, e é graças ao seu trabalho e ao enorme talento que é um dos melhores writers portugueses. O Sobredotado já tinha dedicado dois posts a todas as suas obras primas, tanto em formato de imagem como de video, e agora culmita tudo isso com uma entrevista ao próprio artista.

 

Assim irá começar aqui uma nova iniciativa no Sobredotado. Tentaremos trazer-vos uma entrevista a vários artistas que ao longo do tempo temos vindo a mostrar-vos.

 

Sem mais demoras, cliquem em Read more... e conheçam um pouco mais sobre Mr. Dheo.

 

www.mrdheo.com

 

 

 

 

 


 

Sobredotado: Quem é o Mr. Dheo?


Mr. Dheo: Uma pessoa normal, com 24 anos, artista plástico com uma inclinação muito acentuada para o graffiti.

 

Sobredotado: Porquê Mr. Dheo?


Mr. Dheo: Não há uma razão especial para o nome. "Dheo" surgiu em 2001 quando tentei criar um pseudónimo composto por 4 letras com as quais me identificasse e que fossem boas em termos caligráficos, que é a base do graffiti. O "Mr." surgiu uns anos depois através de uma brincadeira de amigos e acabou por ficar, talvez para tornar o nome ainda menos comum no mundo do graffiti e, dentro dos possíveis, mais fácil de ficar memorizado.

 

Sobredotado: O que é para ti arte e graffiti? São conceitos que andam juntos?


Mr. Dheo: Sem dúvida. Tenho tanta certeza de que o que faço é graffiti como certeza de que o que faço é Arte. Agora o que para mim é preto no branco para os outros pode não ser, e aqueles que definem o conceito de Arte e ditam as suas regras - muitas das vezes são aqueles que nunca tiveram a capacidade de fazer o que quer que seja e então dedicaram-se a esse caminho - dificilmente irão catalogar o graffiti como Arte porque para já não lhes enche os bolsos, porque a sua essência é "gratuita", está na rua visível para tudo e todos. O mundo da Arte é um mundo preconceituoso e sobretudo elitista. Mas como em tudo as sociedades regem-se pelos padrões que lhes são impostos e até as coisas mudarem a nosso favor, muita coisa tem de acontecer. Agora pessoalmente podem tentar provar-me de todas as formas que conseguirem que graffiti não é Arte que nunca me irão convencer disso.

 

ADDICTED // Odeith, Nark, Mr.Dheo & Third // Gaia 2006

 

Sobredotado: Tens algum tipo de formação que te permitiu explorar a arte que elaboras?


Mr. Dheo: Não, nunca tive, por opção própria. Posso afirmar que sou auto-didata em termos artísticos, quer no graffiti como nas outras áreas que vou explorando.

 

Sobredotado: Como te introduziste na área do graffiti?


Mr. Dheo: Descobri o graffiti com 15 anos. Desde muito novo que tinha o hábito de desenhar mas sinceramente nunca me tinha sentido tentado a pintar a óleo ou a acrílico, ou a explorar outras formas que me "obrigassem" a encarar esse hobby de uma forma mais sólida e mais séria. Só que o graffiti é diferente de tudo, tem uma magia que as outras áreas, para mim, não tem. E acho que percebi isso de imediato, senti uma grande identificação e vontade de experimentar. Fi-lo sozinho e mantive-me assim uns tempos, à medida que me ia integrando cada vez mais no meio e ia conhecendo outros artistas, ia evoluindo e aumentando o meu vício.

 

Sobredotado: À quanto tempo pintas?


Mr. Dheo: Pinto desde o verão de 2000. Faz este ano uma década.

 

Sobredotado: Quais são as tuas influencias? E qual o teu estilo de graffiti preferido?


Mr. Dheo: Confesso que sou muito esquisito e exigente comigo próprio e com o que faço, mas sou muito ecléctico no que respeita o trabalho dos outros. Gosto de muitos artistas e de muitos estilos, a maior parte deles com abordagens que nem tem nada a ver com a minha, mas como é óbvio também não gosto de tudo.
Mr. Dheo: Não sinto que tenha influências directas, sinceramente. Mesmo nos primeiros anos onde se tenta encontrar um estilo próprio, uma identidade, não há nenhum artista em que eu me tenha inspirado particularmente. Talvez, como referi, por gostar de muita coisa.
Ultimamente o meu trabalho é mais foto realista e isso, apesar de eu não querer que seja um rótulo porque automaticamente me torna num artista mais limitado, é muito cativante pela dificuldade que representa para mim. Acho que até à data é a abordagem mais complexa e que requer mais estudo, a abordagem onde as falhas são mais visíveis, e esse desafio agrada-me porque se algum dia sentir que as coisas são fáceis de fazer acho que perderá metade da piada.

 

FAVELA // Ceet, Bonga, Kongo, Mr.Dheo & Vulto // Salvador, Brasil 2008ELA // Cee

 

Sobredotado: As abusadas peças que pintas são algo que te saem no momento ou prepara-las em casa?


Mr. Dheo: Faz-me alguma confusão ler essa pergunta com o "abusadas" incluído! Mas de qualquer das formas (e agradecendo o elogio), é uma mistura das duas. Quando pinto foto realismo principalmente, tenho de preparar a base em casa. Mas é quase sempre 50% do trabalho porque gosto que os outros 50% surjam no momento da pintura. Acho que torna todo o processo mais valioso para mim e mais marcante também, e assim consigo privilegiar o improviso porque é algo de que gosto bastante.

 

Sobredotado: Qual é para ti o ponto de situação do graffiti em Portugal?


Mr. Dheo: O graffiti é o reflexo da nossa sociedade, no sentido em que fazer o mínimo é suficiente. Há pouca ambição para a qualidade que existe, pouco esforço e pouca iniciativa. Temos bons artistas mas são muito poucos aqueles que realmente tentam elevar a fasquia, na minha opinião. E é aí que perdemos comparativamente a outros países, é aí que estagnamos e não evoluimos como seria suposto para estarmos ao nível do que se faz lá fora. Cá fazer uma boa produção em cada dois meses, principalmente se for elogiada, chega para se estar no auge, mas nesse espaço de tempo fazem-se 30 em Espanha, na Alemanha ou na França.
Não quero parecer demasiado crítico porque repito que existe qualidade, temos writers que são realmente bons e que fazem trabalhos com muito valor, mas falta-nos o resto e acho que é nisso que temos que nos esforçar.

 

Sobredotado: O que te motiva para continuar?


Mr. Dheo: Duas coisas: o gosto pelo que faço e a vontade de testar os meus limites, de aprender e de evoluir. Acho que num meio como o graffiti quem não tiver estes dois ingredientes não tem grandes hipóteses, porque por muito difícil que seja para quem está de fora compreender isto, o graffiti é um jogo duro. É preciso ter estofo e saber lidar com muita coisa, com muitos obstáculos, com muita competição, com más experiências, com muitas consequências...e é por isso que hoje começam 100 miúdos a pintar e daqui a 10 anos, desses 100, sobram 5.

Sobredotado: A tua identidade é algum segredo?


Mr. Dheo: Não é um segredo, já dei a cara em diversas situações...mas procuro não estar demasiado exposto. Pessoalmente não sou adepto de ter um hi5 com dezenas de fotos minhas por exemplo, nunca tive, não é o meu estilo. E adopto a mesma postura no graffiti porque não me interessa publicitar-me a mim mesmo se aquilo que eu quero que seja visto é o meu trabalho. Este foi um dos motivos que me levou a construir o conceito do "Homem sem rosto", e de forma surpreendente o feedback foi tão positivo que quis manter este "jogo" até agora. Não vou dizer que não me agrada que exista alguma curiosidade à minha volta porque isso torna as coisas mais engraçadas...mas não fujo, não me escondo, estou presente em alguns eventos, acabo por dar a cara como referi, por isso quem quiser saber quem eu sou tem sempre forma de o saber.

 

BOA JANA // Caver, Tosco & Mr.Dheo // Lisboa 2009

 

Sobredotado: Alguma situação caricata que tenhas passado enquanto pintavas?


Mr. Dheo: Demasiadas...o facto de o graffiti ser na rua é meia resposta...basta pensar que lidamos com todo o tipo de gente e que estamos sujeitos a tudo e mais alguma coisa. Mas acho que comparando com o passado hoje está tudo mais tranquilo e a experiência também faz com que lidemos de uma forma diferente com as coisas pouco comuns que vão acontecendo.

 

Sobredotado: Qual a tua lata e cor preferida nas peças que desenvolves?


Mr. Dheo: O preto. Não que seja a minha cor preferida, mas é a que mais utilizo e a que considero mais importante nas minhas peças.

 

Sobredotado: Destacas-te pelo graffiti. Sei que tentas explorar novas artes, como o design gráfico, fotografia e ilustração. Algum outro tipo de arte que queiras ainda explorar?


Mr. Dheo: O design gráfico e a ilustração exploro há quase tantos anos como o graffiti, mas em menor escala. São coisas que gosto bastante de fazer e que não quero deixar morrer, por isso vou tentando, dentro dos possíveis, estar activo. Já a fotografia é diferente...é uma área da qual gosto até porque como referi muito do meu trabalho é com base em registos fotográficos, mas honestamente em termos técnicos sei mesmo muito pouco. Acredito que tenha algum sentido de oportunidade e de enquadramento mas é apenas isso.
Quanto a explorar coisas novas, sou uma pessoa de riscos, não tenho grandes problemas em assumir as minhas tentativas mesmo com 50% de certeza que possam não correr como deveriam. Nesse sentido, já fiz várias coisas que fogem um pouco a essas áreas que referi, como por exemplo intervenções que entram mais no campo da escultura.
O grande problema é que se te dedicas em demasia a várias coisas começas a perder o comboio em algumas delas, e não quero que isso me aconteça com o graffiti. É sem dúvida a área que mais pesquiso e estudo, a área onde acredito ter mais conhecimento e experiência e a área onde me sinto 100% realizado, e o graffiti por si só já me ocupa quase todo o tempo por isso acabo por ter de deixar tudo o resto para segundo plano.

 

Sobredotado: Qual o conselho que darias aos novos writers que estão agora a começar?


Mr. Dheo: O graffiti exige muito mais do que jeito para o desenho. É um teste contínuo a muitas outras coisas, principalmente a nível psicológico, que alguns saberão contornar e outros não, e isso é que define os que ficam dos que saem. Acho que acima de tudo é necessário perceber o que está para trás, saber a história, os que fizeram essa história, os que continuam a fazê-la, e respeitar tudo isso. Sempre que me fazem essa pergunta lembro-me da forma como via os que já cá estavam quando comecei, e sinto que hoje em dia é tudo diferente, o que me deixa triste e algo revoltado com tantas diferenças em apenas dez anos. É importante estar sempre consciente do patamar que ocupamos, do que existe à nossa volta, do que os outros artistas fizeram e fazem comparativamente ao que nós somos capazes de fazer. Isso vai evitar a subida dos egos, vai fazer com que o respeito se mantenha, vai fazer com que esta competição seja saudável e de certa forma hierárquica, porque isso do meu ponto de vista é essencial. É fácil hoje publicitarmo-nos a nós próprios na internet e de um dia para o outro sentirmos que somos bons e sentirmos que podemos falar o que quisermos com toda a confiança, mas o mundo virtual é bem diferente do mundo real, e esse é que importa.

 

 

Sobredotado: O que pretendes no futuro?


Mr. Dheo: Essa é a pergunta clássica com resposta clássica. Conseguir atingir estabilidade a todos os níveis, ao lado da pessoa certa, sem que falte o essencial. No graffiti continuar o mais activo possível porque é um meio onde se paras dificilmente és lembrado, ambicionando cada vez mais e trabalhando cada vez mais para ser melhor e mais completo.

 

Sobredotado: Tens algum projecto em mente que nunca tenhas feito por não surgir oportunidade ou material?


Mr. Dheo: Este foi o pior início de ano de sempre mas sou supersticioso nestas alturas e acredito que uma fase difícil possa ser um sinal de que algo de bom poderá surgir brevemente. Um dos projectos que esperava há muitos anos pode acontecer nos primeiros meses deste ano...é esperar para ver. De resto tenho sempre projectos em mente. Muitos deles não foram feitos ainda por falta de oportunidade, outros por falta de dinheiro, outros por falta de tempo...mas eles existem e algum dia irão ser concretizados.

Sobredotado: Para finalizar, algumas últimas palavras que queiras deixar?


Mr. Dheo: Muito obrigado ao Sobredotado pelo interesse em me entrevistar e por já ter divulgado o meu trabalho anteriormente (sim, eu vi, e agradeço!) e aproveito para desejar a todos os que por aqui passam um excelente 2010.

 

www.mrdheo.com

 

Last Updated ( Tuesday, 09 March 2010 16:08 )